quinta-feira, 26 de abril de 2012
sexta-feira, 23 de março de 2012
Quando as folhas caem
Depois de um grupo muito acolher do pompoarismo, que venha o Outono na Roda da Vida.
Texto recebido da aluna Clarissa Aquino
QUANDO AS FOLHAS CAEM
por José Scussel
É outono, estação da direção oeste, onde o sol se põe. O ciclo da vida se encerra como um final de tarde que se aproxima. Os raios de sol desaparecem por detrás da montanha ficando apenas luzes coloridas entre nuvens no poente. Inevitavelmente a noite virá depois do entardecer. O entardecer é magia, gentilmente o sol se retira para retornar no dia seguinte. Quando a tarde chega é preciso ceder, sem resistir. A noite é continuação, complementação. O caminho de volta, ainda é caminho, um passo atrás também.
O entardecer colorido de outono alimenta o tempo de desprendimento, reflexão, reconciliação, despedida. O novo sempre vem. Os ciclos sempre se encerram. Entre a explosão do verão e o recolhimento do inverno, está o desprendimento e aceitação do outono. As folhas se desprendem no outono, para se recolher no inverno e despertar na primavera numa explosão de vida infinita na abundancia universal. O ontem e o amanhã são apenas o mesmo eterno sempre."
José Scussel é filósofo, celebrante dos Ritos da Montanha
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Pensamentos
sábado, 3 de março de 2012
Mulher da vida, minha irmã
Mulher da Vida, minha Irmã.
De todos os tempos.
De todos os povos.
De todas as latitudes.
Ela vem do fundo imemorial das idades e
carrega a carga pesada dos mais
torpes sinônimos,
apelidos e apodos:
Mulher da zona,
Mulher da rua,
Mulher perdida,
Mulher à-toa.
Mulher da Vida, minha irmã.
Pisadas, espezinhadas, ameaçadas.
Desprotegidas e exploradas.
Ignoradas da Lei, da Justiça e do Direito.
Necessárias fisiologicamente.
Indestrutíveis.
Sobreviventes.
Possuídas e infamadas sempre por
aqueles que um dia as lançaram na vida.
Marcadas. Contaminadas,
Escorchadas. Discriminadas.
Nenhum direito lhes assiste.
Nenhum estatuto ou norma as protege.
Sobrevivem como erva cativa dos caminhos,
pisadas, maltratadas e renascidas.
Flor sombria, sementeira espinhal
gerada nos viveiros da miséria, da
pobreza e do abandono,
enraizada em todos os quadrantes da Terra.
Um dia, numa cidade longínqua, essa
mulher corria perseguida pelos homens que
a tinham maculado. Aflita, ouvindo o
tropel dos perseguidores e o sibilo das pedras,
ela encontrou-se com a Justiça.
A Justiça estendeu sua destra poderosa e
lançou o repto milenar:
“Aquele que estiver sem pecado
atire a primeira pedra”.
As pedras caíram
e os cobradores deram s costas.
O Justo falou então a palavra de eqüidade:
“Ninguém te condenou, mulher...
nem eu te condeno”.
A Justiça pesou a falta pelo peso
do sacrifício e este excedeu àquela.
Vilipendiada, esmagada.
Possuída e enxovalhada,
ela é a muralha que há milênios detém
as urgências brutais do homem para que
na sociedade possam coexistir a inocência,
a castidade e a virtude.
Na fragilidade de sua carne maculada
esbarra a exigência impiedosa do macho.
Sem cobertura de leis
e sem proteção legal,
ela atravessa a vida ultrajada
e imprescindível, pisoteada, explorada,
nem a sociedade a dispensa
nem lhe reconhece direitos
nem lhe dá proteção.
E quem já alcançou o ideal dessa mulher,
que um homem a tome pela mão,
a levante, e diga: minha companheira.
Mulher da Vida, minha irmã.
No fim dos tempos.
No dia da Grande Justiça
do Grande Juiz.
Serás remida e lavada
de toda condenação.
E o juiz da Grande Justiça
a vestirá de branco em
novo batismo de purificação.
Limpará as máculas de sua vida
humilhada e sacrificada
para que a Família Humana
possa subsistir sempre,
estrutura sólida e indestrurível
da sociedade,
de todos os povos,
de todos os tempos.
Mulher da Vida, minha irmã.
Declarou-lhe Jesus:
“Em verdade vos digo
que publicanos e meretrizes
vos precedem no Reino de Deus”.
Evangelho de São Mateus 21, ver.31.
Poesia dedicada, por Coralina, ao Ano Internacional da Mulher em 1975.
De todos os tempos.
De todos os povos.
De todas as latitudes.
Ela vem do fundo imemorial das idades e
carrega a carga pesada dos mais
torpes sinônimos,
apelidos e apodos:
Mulher da zona,
Mulher da rua,
Mulher perdida,
Mulher à-toa.
Mulher da Vida, minha irmã.
Pisadas, espezinhadas, ameaçadas.
Desprotegidas e exploradas.
Ignoradas da Lei, da Justiça e do Direito.
Necessárias fisiologicamente.
Indestrutíveis.
Sobreviventes.
Possuídas e infamadas sempre por
aqueles que um dia as lançaram na vida.
Marcadas. Contaminadas,
Escorchadas. Discriminadas.
Nenhum direito lhes assiste.
Nenhum estatuto ou norma as protege.
Sobrevivem como erva cativa dos caminhos,
pisadas, maltratadas e renascidas.
Flor sombria, sementeira espinhal
gerada nos viveiros da miséria, da
pobreza e do abandono,
enraizada em todos os quadrantes da Terra.
Um dia, numa cidade longínqua, essa
mulher corria perseguida pelos homens que
a tinham maculado. Aflita, ouvindo o
tropel dos perseguidores e o sibilo das pedras,
ela encontrou-se com a Justiça.
A Justiça estendeu sua destra poderosa e
lançou o repto milenar:
“Aquele que estiver sem pecado
atire a primeira pedra”.
As pedras caíram
e os cobradores deram s costas.
O Justo falou então a palavra de eqüidade:
“Ninguém te condenou, mulher...
nem eu te condeno”.
A Justiça pesou a falta pelo peso
do sacrifício e este excedeu àquela.
Vilipendiada, esmagada.
Possuída e enxovalhada,
ela é a muralha que há milênios detém
as urgências brutais do homem para que
na sociedade possam coexistir a inocência,
a castidade e a virtude.
Na fragilidade de sua carne maculada
esbarra a exigência impiedosa do macho.
Sem cobertura de leis
e sem proteção legal,
ela atravessa a vida ultrajada
e imprescindível, pisoteada, explorada,
nem a sociedade a dispensa
nem lhe reconhece direitos
nem lhe dá proteção.
E quem já alcançou o ideal dessa mulher,
que um homem a tome pela mão,
a levante, e diga: minha companheira.
Mulher da Vida, minha irmã.
No fim dos tempos.
No dia da Grande Justiça
do Grande Juiz.
Serás remida e lavada
de toda condenação.
E o juiz da Grande Justiça
a vestirá de branco em
novo batismo de purificação.
Limpará as máculas de sua vida
humilhada e sacrificada
para que a Família Humana
possa subsistir sempre,
estrutura sólida e indestrurível
da sociedade,
de todos os povos,
de todos os tempos.
Mulher da Vida, minha irmã.
Declarou-lhe Jesus:
“Em verdade vos digo
que publicanos e meretrizes
vos precedem no Reino de Deus”.
Evangelho de São Mateus 21, ver.31.
Poesia dedicada, por Coralina, ao Ano Internacional da Mulher em 1975.
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Poesias
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Porque devo praticar pompoarismo?
Durante toda a vida da mulher a procura pela saúde do corpo é fundamental para manter mente e espírito equilibrados.
O pompoarismo chegou ao Brasil em meados da década de 70, mas até pouco tempo atrás era totalmente desconhecido pela maioria das mulheres.
Confira os benefícios da ginástica Pélvica:
• Previne e trata problema de incontinência urinária, queda do útero, bexiga, flacidez vaginal;
• Regula os hormônios, pois ativa a circulação da área pélvica;
• Conserva por mais tempo a libido das pessoas que praticam os exercícios regularmente;
• Ajuda no tratamento de frigidez;
• Fortalece os músculos vaginais aumentando o prazer sexual do casal;
• Proporciona orgasmos mais intensos;
• Dá maior mobilidade aos quadris e a área pélvica;
• Eleva a auto-estima, pois você se sente mais segura e poderosa;
• As praticantes da ginástica pélvica ficam sexualmente mais preparadas, melhorando sua intimidade;
• Mulheres que têm parceiros com ejaculação precoce podem utilizar a ginástica pélvica para amenizar e, junto com a terapia, superar o problema.
Segundo fisioterapeutas, à partir dos 30 anos, as mulheres deveriam se ocupar desta prática obrigatoriamente.
Trabalhar a musculatura pélvica - a trama de músculos que circundam a vagina e sustentam nossos órgãos internos - é fundamental para evitar problemas desagradáveis mais lá na frente como, por exemplo, a incontinência urinária.
Ter os músculos da pelve fortalecidos e seus ossos bem posicionados também melhora a experiência do prazer na atividade sexual.
do livro Pompoarismo - Reinvente sua vida sexual e melhore sua saúde genital
O pompoarismo chegou ao Brasil em meados da década de 70, mas até pouco tempo atrás era totalmente desconhecido pela maioria das mulheres.
Confira os benefícios da ginástica Pélvica:
• Previne e trata problema de incontinência urinária, queda do útero, bexiga, flacidez vaginal;
• Regula os hormônios, pois ativa a circulação da área pélvica;
• Conserva por mais tempo a libido das pessoas que praticam os exercícios regularmente;
• Ajuda no tratamento de frigidez;
• Fortalece os músculos vaginais aumentando o prazer sexual do casal;
• Proporciona orgasmos mais intensos;
• Dá maior mobilidade aos quadris e a área pélvica;
• Eleva a auto-estima, pois você se sente mais segura e poderosa;
• As praticantes da ginástica pélvica ficam sexualmente mais preparadas, melhorando sua intimidade;
• Mulheres que têm parceiros com ejaculação precoce podem utilizar a ginástica pélvica para amenizar e, junto com a terapia, superar o problema.
Segundo fisioterapeutas, à partir dos 30 anos, as mulheres deveriam se ocupar desta prática obrigatoriamente.
Trabalhar a musculatura pélvica - a trama de músculos que circundam a vagina e sustentam nossos órgãos internos - é fundamental para evitar problemas desagradáveis mais lá na frente como, por exemplo, a incontinência urinária.
Ter os músculos da pelve fortalecidos e seus ossos bem posicionados também melhora a experiência do prazer na atividade sexual.
do livro Pompoarismo - Reinvente sua vida sexual e melhore sua saúde genital
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Ginástica Pélvica,
Livros recomendados,
Pompoarismo
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
O exercício do prazer
Fortalecer os músculos da
vagina para aumentar o prazer durante o sexo é uma prática milenar. Nasceu na
Índia, foi aperfeiçoada no Japão e na Tailândia, ganhou o nome de pompoarismo e
agora conquista centenas de adeptas no Brasil
Laura Muller
Laura Muller
Parecem duas bolinhas de pingue-pongue. Mas são menores, um pouco mais pesadas
e unidas por um cordão bem fino. Brancas ou coloridas, texturizadas ou lisas,
as ben-wa -- que em japonês quer dizer "que se acomodam", estão se
tornando atração nos consultórios de ginecologia e nos cursos que ensinam como
aumentar o prazer durante a relação sexual. Praticando exercícios com essas
bolinhas dentro da vagina, as mulheres trabalham sua musculatura. Como
resultado, melhoram a qualidade do orgasmo e evitam o afrouxamento da região
pélvia, que com a idade ou com partos sucessivos, perde a firmeza.
Utilizar as ben-wa não é tarefa das mais fáceis. Claro que ninguém consegue na primeira tentativa. Requer semanas de treino e muita paciência. Às vezes, antes, é preciso enrijecer a musculatura com movimentos mais simples, que incluem o uso dos dedos, de um vibrador ou de pesinhos que se parecem com um absorvente interno. Mas esse esforço compensa. "Minha vida sexual mudou. Tive sensações deliciosas, que nunca havia experimentado", conta a empresária Mari Rocha Lima, 42 anos, de Guarulhos (SP). Ela participou de um curso de ginástica sexual em busca de mais prazer. "Só quando você trabalha essa musculatura percebe o poder que pode ter na cama", revela.
Utilizar as ben-wa não é tarefa das mais fáceis. Claro que ninguém consegue na primeira tentativa. Requer semanas de treino e muita paciência. Às vezes, antes, é preciso enrijecer a musculatura com movimentos mais simples, que incluem o uso dos dedos, de um vibrador ou de pesinhos que se parecem com um absorvente interno. Mas esse esforço compensa. "Minha vida sexual mudou. Tive sensações deliciosas, que nunca havia experimentado", conta a empresária Mari Rocha Lima, 42 anos, de Guarulhos (SP). Ela participou de um curso de ginástica sexual em busca de mais prazer. "Só quando você trabalha essa musculatura percebe o poder que pode ter na cama", revela.
Império dos
sentidos: onde e como nasceu o pompoarismo
Para chegar ao alcance de Mari, a técnica percorreu um longo caminho pelo Oriente. Os primeiros exercícios surgiram na Índia, com o tantra, doutrina milenar que encara o sexo como uma forma divina de atingir a plenitude. Bem mais tarde, no início do século XX, gueixas japonesas e prostitutas tailandesas se apoderaram desse conhecimento para massagear o pênis de amantes e clientes com a parte interna da vulva. Treinavam com as contas de seus colares, a primeira versão das atuais ben-wa. A arte ficaria conhecida como "pompoar", que significa sugar o pênis. As tailandesas foram ainda mais longe que as japonesas. Começaram a lucrar com exibições em que fumavam cigarros com a vagina e arremessavam pequenos objetos. Em 1976, esse tipo de proeza ganhou as telas dos cinemas. A cena em que um ovo era sugado e depois expelido foi a mais comentada do filme O Império dos Sentidos, um clássico erótico. A façanha reapareceria, em 1994, na comédia Priscilla, A Rainha do Deserto, em que uma mulher atira uma bolinha de pingue-pongue na platéia durante um espetáculo erótico.
Para chegar ao alcance de Mari, a técnica percorreu um longo caminho pelo Oriente. Os primeiros exercícios surgiram na Índia, com o tantra, doutrina milenar que encara o sexo como uma forma divina de atingir a plenitude. Bem mais tarde, no início do século XX, gueixas japonesas e prostitutas tailandesas se apoderaram desse conhecimento para massagear o pênis de amantes e clientes com a parte interna da vulva. Treinavam com as contas de seus colares, a primeira versão das atuais ben-wa. A arte ficaria conhecida como "pompoar", que significa sugar o pênis. As tailandesas foram ainda mais longe que as japonesas. Começaram a lucrar com exibições em que fumavam cigarros com a vagina e arremessavam pequenos objetos. Em 1976, esse tipo de proeza ganhou as telas dos cinemas. A cena em que um ovo era sugado e depois expelido foi a mais comentada do filme O Império dos Sentidos, um clássico erótico. A façanha reapareceria, em 1994, na comédia Priscilla, A Rainha do Deserto, em que uma mulher atira uma bolinha de pingue-pongue na platéia durante um espetáculo erótico.
Como essa
técnica chegou ao país: do circuito da pornografia aos consultórios médicos
O pompoarismo chegou ao Brasil em meados da década de 70, mas até pouco tempo atrás ficou restrito aos circuitos de pornografia. Uma das formas de conhecê-lo era entrar em contato com o Velho Mestre, um homem de meia-idade que usava esse codinome para anunciar aulas particulares em jornais. Mas ele só ensinava jovens. E na prática: marcava o encontro num motel, manipulava os objetos na aluna e, no final, transavam "se ela quisesse". /../ Hoje a história é bem diferente.
O pompoarismo chegou ao Brasil em meados da década de 70, mas até pouco tempo atrás ficou restrito aos circuitos de pornografia. Uma das formas de conhecê-lo era entrar em contato com o Velho Mestre, um homem de meia-idade que usava esse codinome para anunciar aulas particulares em jornais. Mas ele só ensinava jovens. E na prática: marcava o encontro num motel, manipulava os objetos na aluna e, no final, transavam "se ela quisesse". /../ Hoje a história é bem diferente.
Ela está ao alcance de todas as mulheres que procuram qualidade de saúde genital e maior prazer nas relações através do livro: Pompoarismo reinvente sua vida sexual e melhore a sua saúde genital!
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